Dança de Salão
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"Preencha de vida sua dança e preencha de dança sua vida" - Luís Florião. . . Falando, dançando e cuidando da Dança a Dois. . . Samba, lambada, forró e tudo mais. A prática, a teoria, a arte e a política. Viva a nossa arte. . . contato: floriao@ig.com.br

Quinta-feira, Abril 29, 2004
ESCLARECIMENTO


O conselho consultivo da Andanças vem esclarecer que o estatuto da Associação Nacional de Dança de Salão já está definido e que a Associação está em fase final de implantação legal, acatando decisões expressas nos documentos: Carta de Belo Horizonte e Carta do Rio de Janeiro, que dispunham sobre a criação da referida associação e ainda ao amplo trabalho de divulgação e pesquisa realizado ao longo do ano de 2003.

Esclarecemos ainda que segundo o mesmo estatuto, podem candidatar-se à diretoria os associados que assim o desejarem, tendo toda liberdade para montar suas chapas, inscrevê-las e lançar suas candidaturas.

Esta comunicação se faz necessária a fim de evitar mal-entendidos face à divulgação expedida pela ACADS (Associação Catarinense de Dança de Salão) com o seguinte texto: ¿O encontro de personalidades nacionais pretende, finalmente, ser o último para definir o estatuto e apontar as chapas candidatas à primeira diretoria da entidade¿.

A louvável iniciativa da ACADS que abre espaço num evento como o Baila Floripa, importante tanto por sua abrangência nacional quanto pela qualidade de suas edições, certamente será mais uma oportunidade de divulgação da Andanças. Assim, novamente os profissionais terão oportunidade de conhecer o trabalho realizado até aqui, bem como o texto do estatuto e a existência de uma página e lista nacional de discussão sobre a nossa Associação. Na ocasião Baby Mesquita, Marco Antônio Perna e Milton Saldanha, membros do conselho consultivo da Andanças, poderão dar testemunho de todas as atividades que desenvolvemos até aqui.

Infelizmente os demais membros do Conselho não poderão estar presentes ao fórum promovido no Baila Floripa, mas temos certeza que estaremos bem representados. Acolheremos todas as sugestões feitas durante o debate, repassando-as à primeira diretoria, que será eleita em assembléia pelos associados e fazemos votos que várias chapas se formem e se apresentem candidatas à votação, ratificando a mobilização da classe, bem como o caráter democrático da Associação Nacional de Dança de Salão ¿ Andanças.


Mais informações:
1. Página eletrônica: dancecom.com.br/cbds onde se encontram as cartas do Rio e de Minas, estatuto e cadastro para a lista.

2. São membros do Conselho Consultivo: Baby Mesquita, Carlinhos de Jesus, Jaime Arôxa, Luís Florião, Marco Antonio Perna, Milton Saldanha, Rachel Mesquita e Rita Jordão.
3. Responsável pelas comunicações e informações gerais: Luís Florião ¿ almad@dancecom.com.br - telefones (21) 25657330 e 25687823


posted by LUÍS FLORIÃO 1:04 AM
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ANDANÇAS ¿ Perto da Instalação

Panorama
Embora seja desejo de grande parte dos dançarinos que a Dança de Salão se profissionalize mais, com melhores condições de trabalho, mais eventos de qualidade e ações de divulgação, acesso mais fácil ao aprimoramento profissional, maior reconhecimento etc., a classe ainda não havia reunido as condições para criar um órgão que pudesse lutar por seus interesses.
Até que a Andanças ¿ Associação Nacional de Dança de Salão ¿ germinou em 2001 na 1a Semana da Dança da Mimulus em Belo Horizonte. Muitos se mostraram interessados, mas a primeira ação efetiva só veio a acontecer em fevereiro de 2003, novamente na Semana da Dança, quando Baby Mesquita, diretora da Mimulus, aponta para a urgência e a grande necessidade da classe, propondo a instalação imediata de uma associação nacional. Apesar da real necessidade de organização ficou decido que antes de efetivá-la seria preciso divulgar o máximo possível ¿ dando espaço a todos os interessados para participar de sua elaboração. Foi redigida a carta de Minas, documentando a determinação de criar-se a desejada associação no prazo de seis meses ou no máximo um ano a partir daquela data.
Desde então iniciou-se a divulgação. Além de Luís Florião, participaram outros mobilizadores como João Carlos Corrêa (DF), Rodinei Barbora (GO), Sandro Tomás (RN) e Cristiano Cepa (SP), foram obtidas perto de quinhentas assinaturas de apoio ao ideal associativo, vindas de 18 estados. Os veículos específicos mais participativos como o Jornal Dance (SP), a Revista da Dança ¿ Infok (RJ) e a Agenda da Dança de Salão noticiaram. Foram disponibilizadas as malas eletrônicas da Agenda e do Jornal Dança, Arte & Ação e houve ainda diversos profissionais que se comprometeram em replicar a notícia, através de seus próprios cadastros. Foram distribuídos 20.000 panfletos em bailes, escolas de dança e eventos como o II Baila Floripa, duas edições da Semana da Dança Mimulus, duas edições do curso para professores do Centro de Dança Jaime Arôxa, duas edições do Salão Rio Dança, alcançando profissionais de todo Brasil.
O sítio (www.dancecom.com.br/cbds) e uma lista foram criados para difundir a informação e servir como pólo de discussão nacional. Foi redigido um novo estatuto, contendo as sugestões recebidas, que foi escolhido em plebiscito. Da mesma forma foi apontado o nome Andanças como a sigla da Associação, que ganhou um conselho consultivo formado por personalidades de importância e representatividade no trabalho pela dança de salão, são elas: Baby Mesquita, Carlinhos de Jesus, Jaime Arôxa, Luís Florião, Marco Antonio Perna, Milton Saldanha, Rachel Mesquita e Rita Jordão.
O Brasil a Dois - evento de abrangência nacional deu apoio à Andanças e mostrou a força do trabalho unido, com escolas participantes em 13 estados. Através desse projeto foi possível divulgar a associação em jornais específicos, num programa da TVE nacional com Carlinhos de Jesus, noutro da TV Minas, em uma emissora de TV de Goiás e outras mídias.
Em resultado, grande número de pessoas já se declaram interessadas em ser sócios fundadores e delegados em seus estados.

Os novos Rumos
A Conselheira Baby Mesquita sugeriu que o prazo para que chapas nacionais se formassem fosse alargado, idéia que o conselho consultivo acolheu por consenso. Os candidatos à diretoria provisória, apoiaram e decidiram não oficializar candidatura, entendendo que o fato de serem chapa única poderia ser prejudicial ao processo democrático. Ficou definido, então, que haverá nova fase de trabalhos antes das primeiras eleições.
Agora os mobilizadores devem incentivar a formação de chapas, agregação de associados e a realização de grupos de trabalho. O objetivo é ampliar ainda mais a divulgação e traçar estratégias de atuação.
A responsável pela organização dos grupos de trabalho é a conselheira Rita Jordão e todos podem e devem participar. Serão eleitores todos os associados. Os interessados deverão montar chapas, candidatar-se e conquistar o posto.

Momento Único
¿Estamos chegando num ponto onde mesmo os que tinham medo, alienação ou outro motivo qualquer para ignorar a associação, começam a abandonar sua letargia. As pessoas param de esperar em casa pelas informações.
Os aliados deverão aparecer em maior número e mais atuantes. É claro que junto a isso, haverá também ataques. Devemos estar preparados para tentativas de desmerecer nosso trabalho, de enfraquecer a dança ou de nos indispor uns com os outros: maledicências e reações extremadas são comuns quando se vislumbram mudanças desse porte.
Peço que informem-se e mantenham-se participativos. É grande a responsabilidade com o futuro da nossa carreira: não deixemos em segundo plano o direito e o dever de fazer a nossa arte crescer e ser valorizada como profissão.
O momento é único, uma conjuntura astral improvável, mas real. A partir do que fizermos ou deixarmos de fazer agora, definiremos que destino queremos para nós.¿

Luís Florião ¿ Professor de dança de salão
Mobilizador CBDS


posted by LUÍS FLORIÃO 1:03 AM
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GUIA RÁPIDO SOBRE A ANDANÇAS

O que é a Andanças?
R. É a sigla da Associação Nacional de Dança de Salão, que visa unir os praticantes da dança de salão de todo país, profissionais ou não.
Para que serve?
R. A associação serve para divulgar a dança de salão, promover o intercâmbio e o aprimoramento profissional, realizar grandes eventos com os objetivos anteriormente citados, criar um código de ética e disseminá-lo, lutar de maneira organizada pelos interesses gerais da classe de dança de salão, fortalecer o mercado, preservar as características culturais e artísticas da dança de salão, com respeito à suas diferentes formas e manifestações.
Para ser associado tem que pagar?
R. Sim, será instituída uma anuidade a ser paga pelos associados. A expectativa é que seja um valor razoável para que de forma alguma a questão financeira seja impeditiva da participação de interessados.
O que eu ganho me filiando à Andanças?
R. A Andanças lutará pelo progresso da dança de salão como um todo, promovendo parcerias e ações que beneficiem seus associados, seja através de descontos em serviços, orientação geral, acesso às pesquisas realizadas, ou na promoção de projetos do interesse da classe. A principal vantagem de se associar, no entanto, reside no fato de ser possível participar das decisões do órgão através do voto, fazer parte dos grupos de trabalho e poder candidatar-se à diretoria, desta forma, o associado, pode participar mais efetivamente da construção de um futuro melhor para sua arte. É importante lembrar que hoje não existe nenhum órgão que defenda os interesses e fortaleça especificamente a categoria, que não tem qualquer representatividade, sendo assim, relegada a segundo plano em eventos, políticas culturais, etc.
Qual o risco de, sendo sócio, ser responsável por dívidas da Associação?
R. Nenhum. O registro legal da Andanças está sendo feito com a devida adequação ao novo código civil. Atendendo ao texto do capítulo I, artigo 46, inciso V que dispõe ser possível determinar em estatuto se os sócios devem ou não responder subsidiariamente pelas obrigações sociais. O estatuto inclui cláusula que especifica que os sócios não respondem subsidiariamente pelas obrigações sociais da Associação, em outras palavras, os sócios não são responsáveis pelas dívidas assumidas pela Andanças.
A Associação vai criar padronização de estilo e método de ensino além de definir quem pode dar aulas?
R. Não, uma padronização não respeita os objetivos próprios da associação que pretende preservar e respeitar a dança de salão em suas manifestações e diversidade. A Andanças dará condições de intercâmbio, mas cada um poderá seguir o estilo com que mais se identificar. A Andanças não se propõe em estatuto a ser órgão fiscalizador, mas sim, facilitador do progresso, buscando dar maior acesso à formação profissional completa e de qualidade aos associados interessados.
Como obter mais informações sobre a Andanças?
R. Acessando a página da internet (www.dancecom.com.br/cbds), no endereço eletrônico (almad@dancecom.com.br), pelos telefones (21) 2565 7330, 2284 0011 ou ainda através de correspondência para a Rua Carmela Dutra, 82 ¿ Tijuca ¿ Rio de Janeiro ¿ 20520-080.
Qual a situação atual da Associação?
Atualmente a Andanças está em fase final de registro civil, o que permitirá a formalização de associados. O estatuto foi escolhido através de plebiscito e encontra-se disponível na página (www.dancecom.com.br/cbds), que também definiu o conselho consultivo que é formado por personalidades de representatividade na dança de salão e que tem importante trabalho desenvolvido pelo progresso da mesma em diferentes áreas de atuação. Os conselheiros são: Baby Mesquita, Carlinhos de Jesus, Jaime Arôxa, Luís Florião, Marco Antônio Perna, Milton Saldanha, Rachel Mesquita e Rita Jordão. Neste momento estão sendo montados grupos de trabalho que objetivam traçar as estratégias de ação da Associação, de acordo com as necessidades e interesses da classe. Todos os interessados podem participar desses grupos, que tem a conselheira Rita Jordão como responsável. Os interessados devem também montar suas chapas e plataformas de ação, pois a eleição para a diretoria deverá ser realizada no início de 2005.
Quem pode se candidatar à diretoria?
Qualquer associado, em dia com suas obrigações.
E quem só agora ficou sabendo da Andanças e quer participar?
A idéia de formar uma associação é antigo desejo da classe. A partir do ano passado quando profissionais discutiram a efetivação do projeto, iniciou-se uma intensa campanha, através da internet, dos principais jornais especializados e também da divulgação em diversos eventos. Todos os procedimentos e etapas foram disponibilizados ao público em geral e decididos em votação. Por ser uma iniciativa sem fonte de recursos, sendo o custo absorvido pelos profissionais que a realizaram sabia-se que corria o risco de não atingir todos os profissionais da categoria e isso reforçou a já existente preocupação em estipular cláusulas no estatuto que sempre privilegiassem o tratamento amplo e democrático de todas as diretrizes da Andanças, permitindo assim que a medida em que mais pessoas tomem ciência do projeto e venham a associar-se, sempre seja respeitada a vontade da maioria.
Se eu discordar de algum dos itens do estatuto, é possível mudá-lo?
Após a eleição da diretoria haverá plenárias para redação do regimento interno e outras decisões. Nesta ocasião poderão ser sugeridas e aprovadas modificações no estatuto da Andanças.


posted by LUÍS FLORIÃO 1:02 AM
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Quarta-feira, Abril 21, 2004
FÓRUM NACIONAL DE DANÇA - Acontecimentos Importantes
Janeiro/2001
A área de dança toma conhecimento do Projeto de Lei - PL 2939/00 do Dep. Pedro Pedrossian (PDT/MT) incluindo a Dança no CONFEF - Conselho Federal de Educação Física, criado pela lei 9696/98.
Durante o Encontro sobre as Novas Dramaturgias do Corpo em Curitiba/PR é realizado o I Fórum de Dança, no qual o assunto é discutido e um documento escrito.
Deputado Flávio Arns (PT/PR) solicita audiência pública
10/fevereiro/2001
Durante o Encontro do Rumos da Dança do Itaú Cultural em São Paulo, é realizada uma reunião de esclarecimentos e tirada uma data para o próximo encontro
10/março/2001
Realizado o II Fórum nacional de Dança na Universidade Anhembi-Morumbi
Criação da comissão Executiva Nacional do Fórum (18 membros)
26/abril/2001
Realização do DIA D da DANÇA em todo o Brasil. O fórum de Dança ganha mídia
27/abril/2001
Realização de uma reunião na Assembléia Legislativa de São Paulo
25 a 27/julho/2001
III Fórum Nacional de Dança em Joinville/SC durante o 19º Festival de Dança de Joinville
Ministro da Cultura recebe documento do movimento
20/agosto/2001
Confirmada audiência Pública em Brasília, nas comissões de Educação e de Trabalho - Câmara dos Deputados
25 /setembro/2001
Realização da Audiência Pública em Brasília na qual estavam presentes:
Pela dança: Márika Gidali (bailarina e coreógrafa), Dulce Aquino (bailarina e professora doutora da Escola de Dança da UFBA) , Rosane Gonçalves (bailarina e professora da UniOeste) e Maria Pia Finócchio (presidente do SindiDança - SP) .
Pelo CONFEF: Dr. Márcio Oliveira (ortopedista), Sra. Binui Lucena (anatomista e professora de Educação Física) e Sr. Lúcio Santos (presidente do CREF do DF)
O deputado Pedro Pedrossian, autor da PL não compareceu
O projeto Lei 2939/00 é derrubado. Primeira vitória da Dança.
27/outubro/2001
IV Fórum Nacional de Dança - Rio de Janeiro
Conseguido apoio da FUNARTE
24/novembro/2001
Fórum Regional de São Paulo
Apoio oficial do SESC, Rede Stagium e Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo
Janeiro, Fevereiro e março /2002
Encontros regionais nos diferentes estados
27 /abril/2002
V Fórum Nacional de Dança em São Paulo/SP
(PUC - SP)
Eleita nova Comissão Executiva Nacional (5 membros)
Criação de Grupos de Trabalho
GT divulgação e fórum eletrônico
GT legislação e normas
GT ações emergenciais
GT articulação política
Criação de Comissões de Ensino e Políticas Culturais
05/maio/2002
Criação do grupo de discussão on line forumdedanca@grupo.com e forumnacionaldedanca@terra.com.br
06/junho/2002
Participação de Lançamento da CBO 2000 - Classificação Brasileira de Ocupações
Entrega de documento ao Ministro do Trabalho
Redação das cartas para Secretarias Educação e Cultura
05 e 06/julho/2002
VI Fórum Nacional de Dança - Salvador-BA
Escola de Dança - UFBA
10/ julho
Participação do Fórum de Dança no Passo de Arte, com a presença de Ana Terra, da comissão executiva nacional, em Santos/SP
22 / julho
Mesa redonda Dança é Arte - Festival de Dança de Joinville, com a presença de Dulce Aquino, Márcia Strazzacappa e Rosane Gonçalves
Lançamento oficial da home page do movimento
www.lite.fae.unicamp.br/forumdedanca
10 e 11/agosto
Participação do Fórum de Dança no CONDANÇA - Porto Alegre/RS, entrega de carta de política cultural para a dança aos representantes dos candidatos ao governo de Estado do RS.
O VII fórum Nacional de Dança ocorrido em Brasília foi um sucesso!!!
Contamos com a presença de parlamentares e representantes de diferentes segmentos da dança de sete estados brasileiros Além das discussões sobre o movimento, o evento foi abrilhantado por performances realizadas por artistas locais no saguão do Teatro Nacional Cláudio Santoro.
O assessor do Deputado Fleury Filho, Sr. Paulo César, participou de uma mesa, explicando ao público o teor do Projeto de Lei 7370 que retira a dança, as artes marciais e o yoga da Lei 9696-98. Na plenária, foram definidas algumas ações para fortalecer o PL, entre elas, a realização do dia D da Dança, dia 29 de abril em todo território nacional.
Demos um grande passo em nossa organização: O Fórum Nacional de Dança foi oficializado!!! Aprovamos o estatuto da associação, composta em forma de colegiado, ficando a diretoria com os seguintes membros: Ana Terra, Dulce Aquino, Márcia Strazzacappa, Rosa Coimbra e Rosane Gonçalves, Heloisa Peres e Angela Ferreira; e os suplentes: Yara de Cunto, primeira suplente; Marise Siqueira, segundo suplente e terceiro suplente, Regina Maura. No Conselho fiscal, Michele Carvalho, Ramiro Val e Bete Lissa.
Sr. Sérgio Mamberti, atual Secretário Nacional de Artes Cênicas e de Música, encerrou os trabalhos, ao lado do Secretário de Cultura de Brasília, Sr. Pedro Bório, ambos posicionaram-se favoráveis à dança e comprometeram-se com a dança.
Aproveitamos para parabenizar a organização e o carinho da equipe de Brasília. Parabéns pelo sucesso do evento!!!
Lembramos a todos que os documentos (cartas, abaixo-assinados, fotos, artigos de jornal e demais textos sobre o movimento) devem ser encaminhados para Rosane Gonçalves à Rua São Joaquim, 391 - Jardim Botânico CEP - 80.210 - 330 - Curitiba - PR
Para tornar-se um membro do Fórum Nacional de Dança procure o representante de seu estado. Sua participação é muito importante para a dança no Brasil!! Em breve daremos maiores informações. Aguardem!!
Vamos em frente que nossa luta ainda não acabou.
Para entrar em contato com o Fórum Nacional de Dança, envie um e-mail para: forumnacionaldedanca@terra.com.br
Para participar das discussões on-line do Fórum, increva-se em: www.grupos.com.br/grupos/forumdedanca


posted by LUÍS FLORIÃO 9:24 AM
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Segunda-feira, Abril 19, 2004
Cartas de leitores
Achei interessante partilhar com vocês algumas das cartas recebidas relativas aos meus textos publicados sobre a dança de salão :
DAA49 - A todos os leitores do Jornal Dança, Arte e Ação:
Gostei muito do artigo "Estrelas do Mar", escrito por Luís Florião e publicado na última página da edição setembro/outubro/2001.
Entre outros aspectos importantes relativos a valorização do profissional de ensino da dança, o autor chama a atenção para a participação e a troca entre todos que atuam na área, incentivando o companheirismo e até uma certa humildade, necessária muitas vezes.
Para nós, simples alunos, é muito constrangedor assistir a um professor criticar, até pejorativamente, um colega seu de profissão. Isto indica, no mínimo, falta de ética, e, é claro, deselegância. Além disso, também pode estimular uma rivalidade que às vezes aparece, por exemplo, quando alguém leva "chá de cadeira" no baile porque pertence a uma outra academia... Aposto que você já ouviu esta queixa!
Mara Lilian Monteiro - RJ

DAA 51- Luís, li a sua coluna no DAA nº 50 e mais uma vez sinto-me na obrigação de parabenizá-lo pelo excelente texto, cheio de emoção e sensibilidade.
Essa mesma sensibilidade é o que torna claro o sucesso cada vez maior do Dança, Arte & Ação e do Sindicato da Dança que a cada dia abre mais portas e conquista novos espaços no meio da dança. E além disso, é o que faz com que eu tenha ainda mais orgulho de ser um de seus eternos alunos.
Parabéns por suas últimas conquistas, elas são fruto do seu trabalho.
Kadu Vieira (Viva a Lambada!!!!) RJ

No Considerando o Salão, o texto "Fim de Festa" nos dá a alegria de receber elogios. Desta vez, para o professor Luís Florião. Obrigado Kadu - é bom saber que o DAA está atingindo seus objetivos - estar alinhado com seus leitores

DAA 53 - Primeiramente, quero parabenizar toda equipe do Jornal Dança Arte & Ação, pelas edições do mesmo: são de excelente qualidade. Em segundo plano quero agradecer o espaço que me foi concedido na "Linha Direta", com a publicação da minha correspondência relativa ao término do Curso de Dança na Universidade Tuiuti do Paraná.
Meu esposo (Airton) e eu parabenizamos também a qualidade das matérias do Luís Florião; excelentes.

DAA55 - Caro Luís, apreciei seu ponto de vista em relação à regulamentação da atividade Dança de Salão (DAA nº 52). Como sugestão, seria de bom alvitre que uma minuta de lei ou algo do gênero fosse apresentada para algum parlamentar identificado com a arte. Por exemplo, um grupo de profissionais da dança poderia se reunir e elaborar essa minuta, que seria posteriormente transformada em projeto de lei e encaminhada ao Legislativo. A conjuntura atual (ano eleitoral) é propícia para algo assim. Um abraço.
Ilzomar Pontes do Rosário - Acre

Caro Ilzomar Rosário,
A sua sugestão é ótima, a falta de regulamentação para a profissão é uma das maiores lacunas da dança a dois no Brasil. Estou preparando uma proposta para unir um grupo de professores que vai lutar pelo crescimento da modalidade. Acho que devemos posteriormente contratar um especialista para a redação da proposta de regulamentação. Apesar de sermos uma das maiores categorias do Brasil em número de praticantes, ainda precisamos nos estruturar melhor. Talvez por isso ainda não elegemos nenhum político que lute por nossas causas nem vemos na TV políticos fazendo promessas para a classe...
Luís Florião


posted by LUÍS FLORIÃO 1:57 AM
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"Se for preciso, pode contar conosco, nessa luta contra o sistema cref/confef." Homem-Aranha e amigos


posted by LUÍS FLORIÃO 12:44 AM
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Ainda o CREF
Essa informação veio do Boletim Brasileiro de Educação Física - 04/04/2004 - Ano IV - n. 36:
A tentativa dos professores de Educação Física (leia-se CREFs) de intervir na autonomia das Federações Desportivas - em especial de artes marciais e desportos de luta, dança e yoga, foi superada no Rio Grande do Sul, a Justiça deferiu liminar para que o CREF se abstenha de exigir dos professores a participação em curso de nivelamento e inscrições, veja melhores informações em http://www.padilla.adv.br/cref

E essa outra veio do Boletim MNCR sobre o sistema de coerção Cref/Confef:
Uma vez que a lei 9696/98 não define o campo de intervenção do "profissional de educação física", o CONFEF vem gradualmente complementando, por meio de resoluções, decretos e portarias internas, o seu entendimento do que vem a ser tal campo. A ganância do CONFEF em abarcar o maior número possível de campos, faz com que afirme, em sua Resolução 046/02, que o "profissional de educação física" é especialista em atividades físicas nas suas diversas manifestações - e daí demanda uma longa listagem - dentre elas a capoeira, artes marciais, dança e ioga.
Esta interpretação trata-se, simplesmente, de um equívoco acompanhado de inúmeras investidas coercitivas e fiscalizadoras naqueles campos, que fez com que no Distrito Federal, o Ministério Público da União movesse uma Ação Civil Pública contra o CREF-7 e o seu presidente (http://www.mncr.rg3.net). Esta Ação Civil Pública garantiu, para os trabalhadores do campo da dança, artes marciais, ioga e capoeira a não exigência tanto do registro quanto de cobrança de matrículas por parte do CREF-7, sob o efeito da antecipação de tutela. Mais do que uma questão simplesmente de cunho jurídico, a diferença entre educação física e os outros campos têm sido explicitamente demonstrados pelos vários movimentos de área em todo país. Tem sido uma verdadeira queda de braço, onde infelizmente algumas áreas tendem a culpabilizar toda a educação física pelo projeto de ingerência coercitiva, sem perceber que, no interior desta última, existe muita resistência com relação à regulamentação da profissão e às arbitrariedades do sistema CONFEF/CREF...
http://mncref.vilabol.uol.com.br/boletim.htm


posted by LUÍS FLORIÃO 12:29 AM
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Domingo, Abril 18, 2004
Deu no IG
A matéria peca por alguns preconceitos, estereótipos e erros de informação. Mas é interessante e faz uma boa divulgação da dança de salão (publicada no www.ig.com.br):

Dançar a dois seduz os jovens e entra na balada paulistana
Nada de dança de salão no baile da saudade. Os jovens descobriram o prazer de dançar a dois e a moda tomou a balada! É possível sair para dançar salsa, por exemplo, em todas as noites da semana, em diferentes lugares de São Paulo, inclusive na moderna Vila Madalena e na badalada Vila Olímpia. E sair para dançar não significa passar a noite toda dando giros e terminar com a blusa encharcada de suor: é ir a um ambiente bem decorado, conhecer pessoas bonitas e interessantes, beber, conversar, paquerar, ouvir música e, se quiser, se render ao charme de alguns minutos com um parceiro em seus braços e os corpos levados pelo ritmo da música.
Simples assim. Dançar a dois não é uma mistura embaraçosa de passos ensaiados e movimentos contorcionistas. "É bem mais fácil que parece. Eu comecei a fazer dança a dois porque tenho dificuldade de dançar sozinha em uma discoteca. Com uma aula, eu aprendi o passo básico e já conseguia me divertir", conta Marina Fruet, de 22 anos, estudante de terceiro ano de Direito, que tem apenas dois meses de experiência e não dispensa um forró no Canto da Ema aos domingos.
O mais cômodo é que, para ter um primeiro contato com a dança e aprender o básico, nem precisa se matricular em uma academia. A maioria das baladas oferece uma hora de aula de graça, que convence até os esquentadores de cadeira e levantadores de copo a descobrirem a pista.
"Foi muito divertido. A aula envolve mais as pessoas", conta Fabio Nóbrega, de 32 anos, que nunca tinha dançado a dois antes e teve a primeira aula na quarta-feira, no Rey Castro, boate de ritmos latinos da Vila Olímpia. E não parou de se mexer e convidar sua amiga para dançar o resto da noite. No fim, improvisaram alguns passos para a brincadeira ficar mais divertida. "Fazer só o básico cansa", diz.
O passo básico para-frente-para-trás (esquerda à frente, direita atrás) pode enjoar. Felizmente, os professores garantem que em dois meses de aulas já dá para fazer movimentos mais divertidos e começar a inventar. Mas você encararia uma academia com metodologia tão arcaica quando essa palavra, cheia de velhos e pessoas tímidas ou encalhadas? Nem precisa responder. Algumas academias em São Paulo são verdadeiros pontos de encontro de jovens e adultos interessantes em um ambiente alto-astral e com aulas dinâmicas.
A Cia Terra se tornou especialista nesses quesitos. Além das salas de aula comandadas de forma interessante por professores jovens, a academia tem um bar que foge da imagem de 'cantina da escola' e atrai também pessoas que moram ou trabalham na região dos jardins.
"Criamos uma energia em que similar atrai similar", explica Gustavo Lilla, de 33 anos, um dos sócios da Cia Terra. "Lutamos para mudar a imagem negativa de que dança de salão seria para velho ou para gente tímida, sem amigos, para solteiros desesperados ou recém-divorciados", afirma Gustavo. Ele reconhece que a dança ajuda a melhorar a postura da pessoa e a ensina a manter uma relação mais tranqüila com o sexo oposto, mas aposta que a academia de dança também pode ser um lugar para pessoas interessantes, de espírito jovem e bem resolvidas.
Atraído pela cerveja do bar da Terra, Marcelo Franco descobriu uma "mina de ouro" e arrastou - sem muito esforço, é verdade - um amigo e a amiga Cristiana Ribeiro, de 29 anos, para as aulas de dança. "Eles querem melhorar a estratégia de aproximação das mulheres", se diverte Cristiana. Marcelo garante que o novo método deu certo, mas prefere não contar vantagens.
Já o empresário Fabio Walch, de 30 anos, deixa a modéstia de lado e garante ser muito sedutor nas baladas. "Se o homem souber dançar já deu o primeiro passo para um relacionamento", teoriza. Na noite de quarta-feira, em uma casa noturna, mostrou seus dons de salsa para a amiga Patrícia Ribeiro, de 27 anos, que se deixou levar pelo ritmo caliente do empresário.
Aliás, calor é um dos componentes básicos que a salsa carrega até no nome: significa tempero, em espanhol. O molho picante vem da origem do ritmo: no caldeirão de Cuba, foram misturadas a música cigana dos colonizadores espanhóis e a batida contagiante que os escravos trouxeram da África. O caldo se chamou Son. Os cubanos que levaram a receita para os Estados Unidos encontraram novos ingredientes: o jazz americano, com seus instrumentos e sons metálicos e criativos. Por fim, a dança incorporou passos e giros do rock 'n roll que era dançado alternadamente com o Son em cassinos de Cuba antes do isolamento da ilha em conseqüência da Revolução Cubana e do bloqueio dos EUA. Finalmente, virou salsa.
Fabiana Terra, de 25 anos, é uma das maiores especialistas na dança do ritmo no Brasil. Há 12 anos, quando ela pisou pela primeira vez em uma academia, queria porque queria dançar salsa e não encontrava ninguém nem próximo à sua faixa etária nos salões. Demorou ainda um ano para ter um jovem parceiro. Hoje, em suas aulas de salsa - são sete turmas por semana, sempre cheias - os mais velhos são exceção.
O brasileiro Alex Lima, que mora em Paris e representa o Brasil em congressos internacionais de dança, comemora essa vira de público. "No Brasil, a dança a dois está cada vez mais jovem", comenta Alex, que acabou de fazer uma visita ao País. "É bom ver esse público na pista, porque na Europa é muito comum a dança ser ensinada para a garotada ainda na escola e isso é saudável", afirma.
Alex é músico do Favela Chic, um bar de brasileiros que serve uma boa feijoada, toca uma mistura de funk, samba, salsa e hits internacionais, e é freqüentado por parisienses e estrangeiros descolados. No bar, atrás das longas mesas de madeira em que os freqüentadores se misturam, fica uma apertada pista de dança, sempre cheia, onde convivem quem gosta de agitar o sozinho e os que preferem o corpo-a-corpo. O lugar virou tão moda em Paris que vai abrir uma filial em Londres.
Mesmo os quarentões que dançam carregam um espírito leve e contrariam o clima de formalidade e melancolia dos bailes da saudade. É o caso de Luiz Antonio Titton, de 44 anos, hacker profissional e professor do curso de MBA na USP. Titton começou a dança há dois meses para conseguir "um tônus muscular compatível com um executivo", como ele mesmo explica. Não apelou para o futebol porque acredita que uma contusão por semana não ajuda a melhorar o corpo. Ficou feliz com a escolha: "Estou escandalizado. Em dezembro, quando comecei a dançar, parecia uma máquina de lavar roupa pulando na sala. Agora estou razoável e engano muita gente", conta.
Ele é mais um que adotou o circuito de dança na noite paulistana para se divertir. "Há um mês eu sairia apenas para beber e nunca entraria em um lugar como o Blen Blen (casa que toca salsa e samba-rock às sextas-feiras). Agora tenho segurança de entrar em uma casa desconhecida sem medo", vibra. De quebra, Titton ainda ganhou habilidades para usar no trabalho: "tinha horror que alguém me tocasse quando falava comigo. Agora nem me incomodo", comemora.
Há dois anos, a empresária e professora de dança Milena Malzoni foi convencida por um grupo de amigos a dar aulas em sua casa. Resolveu aceitar o pedido - mais porque queria reunir o grupo uma vez por semana que pela aula em si. Os alunos trouxeram irmãos, amigos, namorados e agora ela tem 110 pessoas divididas em três turmas dançando no seu salão de festas toda semana. A maioria, jovens de 25 a 35 anos que trabalham e gostam de ritmos como samba de gafieira, forró, rock, country.
Sua aluna Sandra Wolak, publicitária de 25 anos, sempre fez dança e acha que um diferencial das aulas com pessoas da faixa etária dos 25 aos 35 anos é o ritmo do aprendizado. "Quem vem aqui são executivos, empresários, profissionais liberais que trabalham o dia inteiro e querem resultado, não querem enrolação. Em dois meses a pessoa já vê uma diferença enorme e se sente à vontade para dançar em qualquer lugar", diz.
Milena também nota mudanças. "De cinco anos para cá a dança a dois também mudou: hoje há mais opções de ritmos e lugares mais legais para dançar", diz. O grupo combina de ir ao Havana Club, bar do Hotel Renaissence que, apesar do nome, toca pouca salsa e bastante bolero, gafieira, fox trot e forró. O lugar não é uma balada para dançar, mas a reunião da turma garante movimento na pequena pista entre mesas de charutaria.
O Havana Club é uma mostra de que boleros, valsas, fox trot e cha-cha-chá deram espaço também para o forró, lambada, zouk, salsa, merengue e sons mais agitados e compatíveis com a energia do jovem adulto.
Antes, o que chamou atenção desse público foi o forró, que ganhou o sobrenome "universitário" e contagiou os adolescentes. Depois da onda de sucesso de sete ou oito anos atrás, hoje menos casas noturnas de São Paulo apostam no ritmo, mas a semente foi plantada: o jovem se abriu para a dança a dois.
Agora a salsa tem tudo para explodir como "ritmo do momento": está em moda no mundo todo e no Brasil se fortalece nas academias e nas casas noturnas. Nas escolas, a salsa é o segundo ritmo preferido por quem faz dança a dois, perdendo apenas para o samba, segundo um levantamento online com 1,5 mil pessoas feito pelo site www.dancadesalao.com. Depois deles, aparecem na lista de preferidos o forró e o zouk, uma espécie de lambada francesa. Tango e bolero estão apenas em quinto e sétimo lugares. O levantamento não tem rigor científico, mas dá a idéia de que os ritmos mais agitados tomaram as salas de aula.


Nessa tendência, as academias oferecem cursos exclusivos de salsa e algumas casas noturnas reservaram uma noite da semana para o ritmo - como o Buena Vista, o Lemon e o Bourbon Street - e outras - como o Rey Castro e o Conéxion Caribe - vivem apenas de tocar os ritmos latinos. O público jovem que não dançava a dois também mostrou interesse, tanto que vai haver o primeiro concurso de salsa para amadores em São Paulo.

O concurso será promovido pelo Rey Castro, bar, restaurante e casa noturna com inspiração cubana recém-inaugurado na Vila Olímpia. A noite mais forte da casa é às quartas-feiras, quando quase não sobra espaço para os pés na pista ou para os copos nas mesas em volta. Rolam mais paquera, charuto e bebida que dança de qualidade, mas todo mundo estar no clima 'eu-não-sei-mas-vou-dançar' garante um ambiente menos intimidador para os estreantes.

"Nosso público não é feito só dos salseiros. Investimos também nos que querem ouvir música e brincar. O paulistano é um povo muito eclético e que gosta de novidades", afirma Felipe Bellim, um dos sócios da casa. E quem quer se aventurar na salsa não precisa escolher dia, ou melhor, noite da semana. Às terças-feiras, o Buena Vista, na Vila Olímpia, tem aula, banda com música ao vivo, dj e pista animada a noite toda.

Na quinta-feira, o melhor lugar é o Conexión Caribe, um dos pioneiros no ensino do ritmo em São Paulo e que oferece aulas de "rueda de casino". Em roda, vários casais dançam alguns passos e trocam de parceira. A confusão dos iniciantes garante animação, enquanto a aula seguinte, de nível avançado, encanta os olhos e derruba o queixo de quem assiste. Mais tarde, na pista, não faltam profissionais de dança ou imigrantes latinos com muita paciência para conduzir os primeiros passos dos que querem se divertir.

Depois do happy hour de sexta-feira, é hora de se soltar no Blen Blen, na Vila Madalena, com a banda Heartbreakers. Dá ainda para emendar uma noite de samba-rock ao som do conjunto Farufyno na mesma casa. Quem não conhece vai perceber que samba-rock também se dança a dois, em movimentos circulares e giros em que os braços se torcem, enrolam e, "milagrosamente", os nós se desfazem e os parceiros são só sorrisos.

Cristiana Braz Sant'anna, gerente de marketing aos 33 anos, é uma que não esconde o brilho nos olhos quando o assunto é samba-rock. "Depois que comecei a dançar me senti mais sensual", conta. Ela também faz salsa e gosta de praticar no Lemon, que embala a tradicional noite de sábado pelos ritmos do Clube Latinidad. O bar, na Vila Olímpia, é freqüentado por um público fiel de classe média alta com em média 25 a 35 anos. Marcelo Dias, administrador do Clube Latinidad, apostou na dança a dois porque acredita que o adulto não tem mais paciência para a balada "tutz-tutz".

Então bolou uma fórmula para chamar essas pessoas. No começo da noite, uma aula de dança quebra o gelo e leva o público para a pista. Durante 70% do tempo, a pista é ocupada por casais que dançam salsa, merengue e zouk. No restante, as pessoas dançam pop latino e música nacional em rodinhas típicas de discotecas. Durante toda a noite e madrugada, o público salseiro e o "simpatizante" convivem e se confundem.

Para tornar a pista ainda mais acessível, Marcelo Dias promete, a partir do próximo mês, contratar monitores para ensinar quem não sabe dançar a dois. E no meio de tanto agito, ele oferece um alívio para as mulheres: dentro do banheiro feminino há profissionais que dão um jeito no cabelo e recompõem a maquiagem, de graça. "Queremos agradar e cativar o público feminino, porque mulheres saem para dançar e homens vão para onde há mulheres", resume, com a experiência de quem trabalha no ramo há 13 anos.

Se no domingo ainda tiver sobrado algum fôlego, o Bourbon Street Music Club, em Moema, convida a dançar na noite Havana Brasil ao som de música ao vivo. Ah, vale a dica: como a maioria das baladas do circuito Vila Madalena-Moema-Vila Olímpia, o preço da noite pode ser salgado, mas fica muito mais suave com uma passadinha no site das casas noturnas para imprimir um flyer de desconto ou para incluir o nome na lista de convidados da casa.

Ricardo Garcia, organizador do site www.salsa.com.br e diretor do bar e companhia de dança Conexión Caribe, diz que a diversão é garantida. "Há cinco anos, quando comecei a dar aula, me perguntavam se salsa era o que Rick Martin e Menudo tocavam. Havia uma conotação brega. Hoje a imagem da salsa está mais próxima da sensualidade, da alegria e da descontração", diz.

Em parte, isso compõe um movimento mundial. "A salsa é o ritmo mais dançado a dois em todo o mundo", diz Ricardo Garcia. "É possível encontrar grupos de salsa nos países mais remotos como a Finlândia, Austrália, Bulgária, Canadá, Malásia e Usbequistão", conta. No Brasil, o ritmo ganhou espaço e, no ano passado, o País foi sede pela primeira vez do Congresso Mundial de Salsa, que reuniu companhias estrangeiras e grupos de metade dos estados brasileiros.

Mesmo para os amadores, hoje, em São Paulo, ficou claro que para dançar a dois não é necessário ir a guetos latinos ou nordestinos fora do circuito de baladas. A cultura latina foi incorporada à noite quente paulistana. "O preconceito dos brasileiros com a língua espanhola já está praticamente quebrado. Ainda existem alguns que acham que a América Latina é um grande Paraguai, mas principalmente as pessoas mais esclarecidas estão interessadas na riqueza cultural dos nossos vizinhos", afirma Jorge Ghachache, que comanda há seis anos um programa sobre ritmos latinos na rádio Imprensa (102,5 FM). Ele conta que o chamavam de louco quando apostou no programa Fiesta. "Estamos há seis anos no ar e só de poucos meses para cá conseguimos patrocínio", diz.

Para Jorge Ghachache, a aceitação da cultura latina e o espaço conquistado pela dança a dois na noite paulistana contribuem para renovar a imagem da dança. "Afinal, que jovem não gosta de agito, paquera e diversão?", pergunta. E agora, vamos dançar?
(Clique aqui para ver uma apresentação de salsa de Fabiana Terra e Gustavo Lilla.)

Serviço:
PARA DANÇAR
Salsa e ritmos latinos Blen Blen Brasil
Rua Inácio Pereira da Rocha, 520 - Pinheiros
Salsa e samba-rock às sextas-feiras
Até as 22h, R$ 10 de couvert artístico. Depois das 22h, R$ 20. Não cobra consumação
(11) 3812 9333 / 3812 4999
www.blenblen.com.br

 Bourbon Street Music Club
Rua dos Chanés, 127 - Moema
Música latina aos domingos
R$ 18,00 de couvert artístico
(11)5561-1643
www.bourbonstreet.com.br

 Buena Vista Club
Rua Atílio Innocenti, 780 - Vila Olímpia
Salsa e merengue às terças-feiras. Domingos com salsa, merengue e zouk. Aulas a partir das 19h30 dos dois dias.
Mulher paga R$ 15 (incluindo consumo de R$ 10) e homem paga R$ 30 (incluindo consumo de R$ 20). Aos domingos, homem paga R$ 22 (com R$ 12 de consumo)
(11) 3045-5245 / 3045-8385
www.buenavistaclub.com.br

 Conéxion Caribe
Rua Belmiro Braga 200 - Vila Madalena
Terça-feira a sábado. Aulas às quartas e quintas-feiras.
Às quintas-feiras, R$ 12, sendo R$ 6 de consumação
(11) 3021-1785 / 9946-6184
www.conexioncaribe.com.br/aprok.html

 Lemon
Rua Quatá, 1011 - Vila Olímpia
Clube Latinidad aos sábados
Homens: R$ 40 de consumação. Mulheres: R$ 25 de consumação
(11) 3849-0705
www.i-lemon.com.br

 Rey Castro Cuban Bar e Restaurante
R. Jesuíno Cardoso, 181 - V. Olímpia
De terça a sábado
Às quartas-feiras, homem paga R$ 40 (R$ 20 de consumação) e mulher paga R$ 20 (consumindo R$ 10)
(11) 3044-4383/ 3044-0716/ 3842-5279
www.reycastro.com.br

Forró
 Canto da Ema
Av. Brig. Faria Lima, 364 - Pinheiros
De quarta a domingo
Aos domingos, entrada de R$ 10 para mulheres e R$ 16 para homens
(11) 3813-4708
www.cantodaema.com.br

 KVA
Rua Cardeal Arcoverde, 2978 - Pinheiros
De quinta a segunda-feira
Aos sábados, R$ 10 de entrada até as 23h30. Depois desse horário, mulheres pagarm R$ 12 e homens, R$ 14
(11) 3816-8000

AULAS
 Centro de Dança Jaime Arôxa
Av. Vereador José Diniz, 4014, Campo Belo
(11) 5561 5561/ 2662
www.jaimearoxasp.com.br

 Cia Terra
Rua Batatais, 187 - Jd Paulista
(11) 3051-4550 3051-2178
www.ciaterra.com.br

 Espaço de Dança Andrei Udiloff
Rua Simão Álvares, 714 - V Madalena
(11) 3813-6196/ 3814-8251
www.andreiudiloff.com.br

 Espaço Vitor Costa
Rua João Ramalho, 295a - Perdizes
(11) 3673-1101

 Palladino Dança Social
Av Rebouças, 3970 - 3º piso (Shopping Eldorado)
(11) 3814-8667/ 3758-6668
www.palladino.com.br

 Passos & Compassos
Rua Domingos de Moraes, 1867A - Vila Mariana
(11) 5549-8621
Rua Afonso Celso, 95 - Vila Mariana
(11) 5549-8621
Rua Pereira Leite, 70 - Vila Madalena
(11) 3871 4468
www.passosecompassos.com.br

 Escolas de salsa em outras cidades:www.salsa.com.br

Sites de dança
 www.dancadesalao.com
 www.salsa.com.br
 www.salsapower.com (em inglês)

Música latina no rádio
Fiesta
FM Imprensa - 102,5 MHz
Às quartas-feiras, das 21h às 22h
Apresentação: Jorge Ghachache

São Paulo
Ouça também pela internet (Real Player): www.radioimprensa.com.br
 Milena Malzoni
e-mail: mimalzonidanca@uol.com.br

Zouk é uma espécie de lambada francesa?? aí, fala sério...


posted by LUÍS FLORIÃO 10:38 PM
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